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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Perdidos... No Gerês

Todos aqueles que praticam pedestrianismo ou montanhismo já passaram por momentos difíceis e situações inesperadas. As quedas e as condições climatéricas adversas, que frequentemente afectam as zonas montanhosas, são sem dúvida as situações mais frequentes. Se as quedas são impossíveis de prever, o mesmo não acontece com as condições climatéricas, pois, muitas das vezes, é possível ter uma ideia da meteorologia e assim tomar as devidas precauções. Hoje, a experiência e algumas experiências dizem-me para não arriscar. Na minha memória está ainda um intenso nevão, numa caminhada na Serra da Estrela, que poderia ter terminado em catástrofe. No fim-de-semana passado um grupo de experientes montanhistas, também estiveram na iminência da catástrofe. Ignorando as previsões climatéricas aventuraram-se numa das zonas mais difíceis do Gerês. Para que serve a experiência? Não é para prevenir situações destas? A meteorologia anunciava “estado de alerta laranja” para esta região e neve acima dos 1000m.... Este desfecho era previsível.

Agora fazem-se acusações aos meios de socorro pela sua inoperância ou ao plano de ordenamento do parque que não prevê situações destas. Mas não serão os experientes montanhistas os principais culpados?

No JN de ontem era referido que os custos da operação de salvamento iriam ser imputados aos montanhistas. Só o custo do helicóptero ascende a € 15.000. Entretanto, o comandante Almor Salvador, do CDOS de Vila Real, esclarece que os montanhistas não terão de desembolsar um euro, referindo que “este tipo de serviço de socorro nunca foi pago", pelo menos, que tenha conhecimento. Esperemos que assim seja, ou então, que os 20 anos de experiência sejam sinónimo de "grande" seguro de acidentes pessoais, caso contrário vai ficar cara a aventura...